sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Estresse e Hipertensão

    
     Como já se sabe, inúmeros são os motivos que podem levar a um quadro hipertensivo, inclusive o estresse. Vale lembrar que essa reação do nosso organismo, que surge como resposta a algo que nos amedronta, aflige, incomoda, é natural e necessária, porém, quando as exigências e tensões são muito intensas, o estresse pode ser prejudicial. Portanto, não existe problema com o estresse e si, e sim na forma como lidamos com ele.
     Alimentação inadequada, rotina desgastaste, sobrecarga no trabalho, física ou emocional são causas frequentes de estresse. Contudo, cada indivíduo apresentará uma resposta diferenciada, já que tratam-se de organismos distintos. Ele pode acarretar insônia, cansaço físico e mental, problemas sexuais, perda de apetite ou até mesmo obesidade. Ou seja, é necessário controlá-lo, tendo em vista que ele afeta a saúde. Um dos problemas de saúde é justamente a hipertensão arterial, cuja relação com estresse será analisada em seguida.
     Esse processo psicológico pode acarretar a diminuição da fração HDL-colesterol e um aumento de LDL-colesterol, o que sugere um aumento da probabilidade de se adquirir doenças cardiovasculares (DAC). O estresse, por estimular o sistema nervoso simpático, afeta também a pressão arterial, fazendo com que haja um auemento da frequência cardíaca e da força contrátil dos batimentos cardíacos, assim como da resistência periférica, aumentando, portanto, o risco de DAC. Uma importante observação é que, no aparelho circulatório, o estresse e o frio são capazes de provocar um aumento da atividade simpática, levando a liberação de adrenalina e promovendo, desta forma, taquicardia e vasoconstrição.
    “O estresse libera substâncias endógenas (produzidas pelo próprio organismo) chamadas catecolaminas, que promovem a elevação da frequência cardíaca e, em paralelo, o aumento no tônus (resistência) vascular, levando a um incremento na pressão arterial”, explica Firmino Haag, cardiologista do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo. Cabe lembrar que entre as catecolaminas mais comuns está a adrenalina.



  • A figura acima mostra a resposta da pressão arterial sistólica, pressão arterial diastólica e freqüência cardíaca ao teste de estresse mental.
     Pesquisando a respeito do assunto, encontrei um estudo que analisava a prevalência de fatores de risco de doença arterial coronária em funcionários de hospital universitário e sua correlação com estresse psicológico. Segue uma tabela, que mostra a relação de funcionários que eram estressados e que também eram hipertensos e dislipidêmicos. "Pode-se notar que 82,4 % dos indivíduos estressados também eram hipertensos e que 89,5% dos estressados tinham CT > 200mg/dl (associação significativa estatisticamente); 75% tinham HDL < 40mg/dl e 77,8 % apresentaram LDL > 130mg/dl."


     Cardiologistas se interessam cada vez mais pelo estresse. Isso se justifica porque essa reação do organismo pode levar a um aumento dos níveis de glicose, da obesidade e da hipertensão arterial, fatores que podem ocasionar a redução da perfusão miocárdica, aumento do consumo miocárdico de oxigênio e da instabilidade elétrica cardíaca, precipitando arritmias cardíacas e infarto agudo do miocárdio.
     "A análise laboratorial da resposta pressórica ao estresse mental vem ganhando espaço no arsenal propedêutico da hipertensãoarterial e pode ser uma importante ferramenta para a avaliaçãoprognóstica desta doença, principalmente naqueles pacientescom história familiar positiva, enquanto nos pacientes hipertensos a hiper-reatividade ao estresse mental pode sinalizar a necessidade de um ajuste medicamentoso."
     O estresse mental crônico tem-se mostrado um importante fator na gênese da hipertensão arterial, principalmente entre homens de baixo nível socioeconômico submetidos a trabalho com pouco poder de decisão. De qualquer forma, vale à pena ficar de olho!

Postado por: Luciana Missagia.
Referências:
"Prevalência de fatores de risco de doença arterial coronária em funcionários de hospital universitário e sua correlação com estresse psicológico". Disponível em: scielo.br/scielo.php?pid=S1676-24442004000400006&script=sci_arttext. Acessado em: 26 de agosto, 2010
"Estresse mental e hipertensão arterial sistêmica". Disponíve em:
departamentos.cardiol.br/dha/revista/14-2/08-estresse.pdf. Acessado em: 26 de agosto, 2010.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Como assim anticoncepcionais??

          Estava pensando sobre o que mais poderia falar a respeito da hipertensão, e me lembrei de um dia ter ouvido falar que a HAS poderia estar relacionada com o uso de contracepticos orais. Nada melhor do que pesquisar! Pontanto, esse post vai em especial para as mulheres!

          Atualmente grande parte das mulheres fazem uso de contraceptivos orais, muito mais eficientes e menos prejudiciais do que as primeiras pílulas, introduzidas na década de 60  eram produzidas com altas doses de estrôgenos e progestogênios.

          Após sua comercialização começaram os casos de vasculopatias e infarto agudo do miocárdio ligados a sua ingestão. Vasculopatias eram tidas principalmente por fenômenos tromboembólicos, sendo o componente estrogênico  responsabilizado -  elevação da síntese hepática de globulinas implicadas na coagulação. E, o componente progestogênico  culpado pelas alterações do perfil lipídico , responsável pelos infartos.

          Em decorrencia dos fatos, foi efetivada a redução dos níveis de hormônio estrôgeno, de aproximadamente 150µg para 50µg ou menos e o desenvolvimento de progestogênios de nova geração que levaram a redução significativa desses efeitos indesejaveis.
          Com relação a ação desses contraceptivos e o aumento da pressão arterial, "vários estudos demonstram um aumento da pressão arterial, na ordem de até 9 mmHg de pressão sistólica e de até 5 mmHg da pressão diastólica." Esses estudos epdemiológicos sugerem que o uso dessas pílulas está associado a maior incidencia de HAS, se compararmos com mulheres não usuárias, incidencia essa que também aumentava com a idade.

          O mecanismo ainda não é  completamente entendido. "Acredita-se que o componente estrogênico pode aumentar a síntese hepática do substrato da renina, proporcionando um estímulo do sistema renina-angiotensina - aldosterona" - mecanismo este já citado no blog!. Podem tembem haver:  impacto sobre os rins, adrenais, atividade simpática, alterações hemodinâmicas e sobre a ação periférica da insulina.
          Os componentes progestogênicos, exercem, por sua vez,  diferentes ações sobre a PA, dependendo do tipo e da sua  dose . Tendo como exemplo o gestodeno:  de ação anti-aldosterona, geralmente  indicado para mulheres com hipertensão leve a moderada.

          Deve-se lembrar , que a maioria desses estudos  demonstram um impacto temporárioo sobre os níveis pressóricos , uma vez que em mais da metade dos casos, essa complicações se resolvem após a interrupção do contraceptivo. É raro um desenvolvimento de Hipertensão severa. 

 
Utilização dos anticoncepcionais orais :

-Mulheres abaixo de 35 anos, não tabagistas - Não há contra-indicação
-Mulheres tabagistas - maiores de 35 anos - formalmente contra-indicado. Se abaixo de 35 anos apesar de não haver contra-indicação formal, é ideal a opção por algum outro método. - lembre-se o tabagismo é um fator de risco!
-Mulheres acima de 35 anos não tabagistas - liberado desde que haja controle rígido da PA.
-Mulheres portadoras de hipertensão crônica controlada  - podem utilizar desde que não possuam nenhum outro fator de risco cardiovascular.

Referências bibliográficas:

Disponível em:
http://www.manuaisdecardiologia.med.br/has/has_Page3126.htm


http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-311X1985000200005&script=sci_arttext&tlng=en

Acessado: 25/08/2010


Postado  por: Catherine Zilá Ferreira

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Apneia X Hipertensão

     Pode parecer estranho, mas existe sim uma relação entre esses dois elementos. Antes de falar sobre essa relação, aqui vai uma breve explicação sobre o que é apneia, mais conhecida como apneia do sono:
- É a obstrução das vias aéreas por alguns instantes durante o sono devido à flacidez dos tecidos da garganta, o que impede a respiração várias vezes no período em que a pessoa está dormindo.     

Continuando...
     Em uma pesquisa feita na Escola Paulista de Medicina, na qual foram estudadas 1042 pessoas, foi feito um exame denominado polissonografia que mede o sono e suas variáveis fisiológicas, e constatou-se que 38% sofria de apneia e, dentre elas, 50% apresentava hipertensão.
     Segundo os pesquisadores, quem sofre de apneia possui um grande estresse durante o sono e não consegue levar oxigênio suficiente para todos os tecidos do organismo. Isso ocorre porque a interrupção leva a uma queda da oxigenação, ao aumento do gás carbônico e ao curto despertar do sono para retomar a respiração; logo, o conjunto de todos esses fatores ativa o sistema simpático e causa hipertensão.
     Lembrando que, como já foi dito aqui no blog, a hipertensão pode causar sérias consequências, como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência renal. E essas são doenças com alto risco de incidência para pessoas apneicas. Por isso é importante conhecer os sintomas e o tratamento da apneia:
  • Sintomas: ronco e sonolência diurna, acordar com sensação de sufocamento, ofegante, com dor no peito ou desconforto, confuso ou com dor de cabeça, sentir boca seca ou dor de cabeça pela manhã, alterações na personalidade, dificuldade de concentração, impotência sexual e irritabilidade;
  • Tratamento: mudanças nos hábitos de vida, como: perder peso, evitar cigarro e bebidas álcoolicas, dormir de lado, evitar o consumo de comidas pesadas antes de dormir e procurar elevar o local de apoio para a cabeça ao dormir.

Referências Bibliográficas:


"Ronco e apneia do sono". Disponível em: http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?3030. Acessado em: 25 de agosto de 2010.
"Apneia x Hipertensão". Disponível em: http://www.endocrino.org.br/apneia-x-hipertensao. Acessado em: 25 de agosto de 2010


Postado por: Larissa Figueiredo



terça-feira, 24 de agosto de 2010

Por que a hipertensão se tornou tão comum entre os brasileiros?

     E mais uma vez a hipertensão aparece nas páginas da revista ÉPOCA, e dessa vez os dados são mais assustadores. Confira:

     Segundo dados coletados com 54 mil moradores de todas as capitais nos últimos quatro anos, o Brasil está mais gordo e sedentário, abusa mais de álcool, come menos feijão (alimento rico em proteínas, vegetais, ferro e outros nutrientes), frutas e hortaliças e, devido a esses e outros fatores, está mais sujeito à hipertensão e ao diabetes.
     A pesquisa mostra que nas últimas três décadas, o Brasil viveu uma complicada transição nutricional: saiu da desnutrição para o sobrepeso. Essa situação é explicada pela expansão do acesso a alimentos baratos, engordativos e de baixo valor nutricional, e também pela falta de exercícios físicos. Como conseqüência a hipertensão se tornou uma das doenças “comuns” entre os brasileiros, visto que dentre os entrevistados, 24% disseram ter recebido diagnóstico de hipertensão (em 2006 essa porcentagem era de 21%).
     Como todos nós sabemos, a hipertensão é o principal fator de risco para doenças como infarto, derrame e insuficiência renal, sendo assim, tratá-la como uma doença comum entre a população é um fato alarmante, poisexpressa o descuido exacerbado com a saúde e com o bem-estar por parte da população.
     Por fim, fica um alerta para todos: pratiquem exercícios, façam uma reeducação alimentar, busquem uma vida mais saudável, afinal, como diria um velho ditado: “antes tarde do que nunca”! 


Referência Bibliográfica: Revista ÉPOCA, Junho de 2010, Editora Globo.

Postado por: Larissa Figueiredo

Hipertensão induzida por drogas

     São várias as causas da hipertensão arterial secundária (5% da população hipertensa).  Entre essas causas, é importante ressaltar a atuação das drogas, que podem levar a elevações pressóricas e são capazes também de reduzirem a eficácia das drogas anti-hipertensivas. Além disso, o quadro hipertensivo preexistente pode, muitas vezes, ser agravado com a administração destas de maneira indevida.
     Em se tratando de drogas, estou levando em consideração tanto as ilícitas como também drogas simpatomiméticas (que não requerem prescrição médica), os antiinflamatórios não-hormonais, os esteróides sexuais (contidos nos contraceptivos), as terapias imunossupressoras, os agentes anestésicos, antidepressivos, entre outras. Neste caso, a hipertensão induzida por drogas deve receber atenção especial, pois a população está envelhecendo, e isso significa que mais medicamentos estão sendo utilizados para o tratamento de diversas doenças adquiridas com a idade. Contudo, nesse post abordarei mais as consequências das drogas ilícitas na elevação dos níveis de pressão arterial, afinal é um tema que merece destaque, tendo em vista que envolve a vida de um número crescente de adolescentes e adultos jovens em todo o mundo. As drogas ilícitas, como a cocaína, podem causar insuficiência cardíaca, convulsões e arritmia cardíaca.
  • Cocaína: seu uso não é uma causa comum de hipertensão crônica. A maior parte dos usuários permanecem normotensos, mas a administração crônica desta droga pode levar normotensos a um quadro de hipertensão aguda além de poder agravar quadros de hipertensão arterial previamente diagnosticados. A cocaína pode associar-se à hipertensão persistente relacionada à insuficiência renal e rápida progressão para doença renal terminal. Crises adrenégicas podem levar a um quadro de hipertensão, taquicardia, hipertemia, etc. É importante ressaltar que a droga, por apresenta-se como um poderoso vasoconstritor, pode levar um estreitamento das artérias intra-renais (justificando as crises renais) e é por esta razão que a droga pode também ocasionar arritmias, mortes súbitas, acidente vascular cerebral e infarto agudo do miocárdio.
"Agudamente a cocaína aumenta a liberação e diminui a captação neuronal da norepinefrina provocando desta orma aumento na freqüência cardíaca ena pressão arterial. Esta estimulação simpática aguda ocorre em até 120 minutos após o uso. Este quadro é acompanhado por dor precordial do tipo isquêmico, infarto do miocárdio e morte súbita decorrente da vasoconstrição coronariana."

  • Maconha (Cannabis sativa): 
    O efeito da maconha sobre a pressão arterial se reflete por um aumento da pressão arterial sitólica e da frequência cardíaca. Além disso, o uso da maconha pode também aumentar, assim como no estresse, a demando por oxigênio, podendo complicar assim casos preexistentes de hipertensão, doenças cerebrovascular e aterosclerose coronariana



  • Anfetaminas e derivados (MDMA):  Seu uso por via oral mimetiza as ações da cocaína. O aumento súbito da pressão arterial é ocasionado pela estimulação simpática e a crise hipertensiva pode se associar a acidente vascular cerebral, vasculite cerebral e aneurisma dissecante da aorta. A administração de MDMA pode provocar elevações pressóricas tão alarmantes que existem relatos de mortes na faixa de 40%, mesmo com os tratamentos em unidade de terapia intensiva. Em relação ao tratamento farmacológico da hipertensão causada pelo uso de anfetaminas é o mesmo que para a cocaína, incluindo o uso de nitroglicerina, fentolamina, verapamil, nitroprussiato, clonidina e labetalol.
  • Álcool: Seus efeitos cardiovasculares dependem do duração e da quantidade de álcool consumida além do tempo desde a última dose e fatores étnicos. Baixas concentrações de etanol já causam aumento do fluxo sanguíneo coronariano, volume sistólico em condições anormais e débito cardíaco. A justificativa para os efeitos da ingestão de ácool nos níveis de pressão arterial ainda não são totalmente conhecidos, contudo, podemos citar a estimulação do sistema nervoso simpático, o aumento da secreção de glicocorticóides, aumento na captação celular dos íons de cálcio livres o que leva ao aumento da resistência periférica.


Referências: "Hipertensão arterial induzida por drogas: como previnir e tratar". Disponível em: departamentos.cardiol.br/dha/revista/9-2/hipertensao4.pdf. Acessado em: 23 de agosto, 2010.


Postado por: Luciana Missagia.

sábado, 21 de agosto de 2010

Mangabeira no tratamento de diabetes, colesterol e hipertensão





          Esta reportagem exibida em janeiro deste ano, vem trazendo uma alternativa no tratamento da hipertensão, a mangabeira, típica do nordeste seu fruto , a mangaba, é bastante consumido nesta região.

         É importante lembrar que não se deve confiar em tudo que se vê ou se lê . Entretanto essa reportagem exibida no Jonal Nacional me pareceu bem consistente, mas é sempre recomendado, antes de qualquer decisão, principalmente se tratando de saúde -  que se estaja atento a novas pesquisas com base científica e  como citado no próprio vídeo, procurar a orientação de um médico. Um produto- mesmo natural, usado para fins medicinais pode ter propriedades químicas que ao invés de ajudar  acabem por atrapalhar um tratamento ou ter um efeito inesperado em organismos diferentes!

 Fique sempre atento!

Referências bibliográficas:

Disponível em:
ou

Acessados em : 20/08/2010


Postado por : Catherine Zilá Ferreira

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Hipertensão Intracraniana

     Fugindo um pouco da hipertensão arterial, falarei agora sobre a hipertensão intracraniana, a qual eu confesso que desconhecia antes do blog...
     A pressão intracraniana, mais conhecida como PIC, é aquela encontrada no interior da caixa craniana, tendo como referência a pressão atmosférica. A PIC apresenta uma variação fisiológica de 5 a 15 mmHg e expressa a relação da caixa craniana ( composta por cérebro, líquido cefalorraquidano e sangue) e o volume do crânio, que pode ser considerado constante. A alteração do volume de algum desses conteúdos pode causar a hipertensão intracraniana, conhecida pela sigla HIC.
     A HIC manifesta-se, em adultos e em crianças maiores, na forma de cefaleia, alterações visuais, vômitos e náuseas, além de poder apresentar sinais como distúrbios psíquicos e desvio medial do olho. Assim como qualquer pressão, a PIC também apresenta medição, no entanto é muito invasiva. Em situações como no traumatismo craniano grave, a medição é extremamente necessária e, não só nesse caso, mas na maioria das vezes, é feita pela Tomografia Computadorizada.
     O tratamento da HIC é um pouco diferente dos demais tipos de hipertensão, pois o ideal visa a remoção da sua causa. No entanto, muitas vezes isso não é possível, então são tomadas medidas de ordem geral e de ordem específica. As medidas de ordem geral inlcuem cuidados como utilização de sondas e outros mecanismos que visam estabilizar o paciente deixando-o confortável na medida do possível; já as medidas específicas são caracterizadas principalmente por: inibição da produção do líquido cefalorraquidiano, hiperventilação e uso de diuréticos.
     A hiperventilação diminui a PIC por um longo período de tempo, devido à situação de alcalose que ela provoca, aumentando o pH, o qual afeta diretamente as arteríolas, provocando a vasoconstrição. Esta última impede o bombeamento de sangue para vasos de parede fina, diminuindo o volume sanguíneo intracraniano e a consequente queda da PIC.
     Outro mecanismo eficaz é o uso de soluções diuréticas hipertônicas, que agem sobre a PIC por meio do seu efeito osmótico, o qual provoca a retirada do líquido extracelular para o intravascular. Assim, os agentes osmoticamente ativos também traduzem a viscosidade do sangue, provocando vasoconstrição reflexa e redução da PIC.
     É...hipertensão, seja ela arterial, pulmonar ou ocular, é um verdadeiro PERIGO!




Referência Bibliográfica: 

  • "Hipertensão Intracraniana". Disponível em: http://www.fmrp.usp.br/revista/1998/vol31n4/hipertensao_intracraniana.pdf. Aessado em 20 de agosto de 2010.



Postado por: Larissa Figueiredo

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Cirurgia de redução de estômago é cada vez mais comum no Brasil

     Assisti hoje a uma reportagem interenssantíssima do progama Espaço Aberto (canal Globo News). Ela trata das cirurgias bariátricas, cada vez mais comuns e conta com vários depoimentos, que incluem pessoas que pretendem realizar a operação e também aquelas que já passaram pelo procedimento e relatam suas experiências.
     A reportagem é enriquecida também por comentários, dicas e informações do cirurgião Roberto Frota Pessoa.
     A referida cirurgia é procurada por pessoas que buscam o aumento da auto estima e que preocupam-se com as consequências da obesidade, que incluem a hipertensão arterial, a diabetes do tipo 2 e a apnéia do sono.
     Um fato muito interessante e que tem sido alvo de diversos estudos é a imediata redução dos níveis de glicose no sangue, o que evidencia a importância deste procedimento cirúrgico em indivíduos obesos mórbitos portadores da diabetes tipo 2.
     O professor Lázaro Santos Maximiano é um dos pacientes que contribuiu com o relato de sua experiência. Ele recorreu a cirurgia depois de tentar diversos tipos de dietas para o emagrecimento sem obtenção de êxito e que estava com sua pressão arterial em níveis alarmantes. Vale à pena conferir a reportagem!







Postado por: Luciana Missagia.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Benefícios do vinho e da casca da uva



          Várias são as virtudes terapêuticas do vinho. Pesquisas comprovam que o consumo regular e comedido do vinho junto às refeições é conveniente para uma vida saudável. Além de ser favorável para o combate às doenças do coração, a bebida ajuda na redução do colesterol, e também tem propriedades anti-hipertensivas.

          Um estudo feito na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, pelo farmacologista Roberto Soares Moura, comprova os benefícios da bebida, ou mais especificamente, da uva, em relação ao tratamento da hipertensão.

          As pesquisas do professor Moura começam a partir do vinho, mas é na casca da uva que reuni a maioria das substâncias anti-hipertensivas. O extrato liofilizado das uvas Vitis labrusca e Vitis vinifer diz respeito a um pó hidro-alcoólico retirado da casca, que apresentou uma significativa atuação na pressão arterial. Além disso, este extrato estimula também a produção de óxido nítrico, um hormônio liberado pelas células do endotélio vascular com importantes propriedades cardioprotetoras. Portanto, além de ser anti-hipertensivo, tem como efeitos indiretos a vasodilatação, capacidade de impedir a agregação de plaquetas e atua também como antioxidante.

          Já patenteado, o extrato atualmente vem sendo transformado em fármaco através da parceria entre a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e um laboratório nacional. Entretanto, o vinho bebido moderada e regularmente, durante as refeições, já garante uma ação anti-hipertensiva.



Referências bibliográficas:

- "Uva pode virar remédio e estar nas farmácias em dois anos". Disponível em: http://www.faperj.br/boletim_interna.phtml?obj_id=2706 Acesso em: 17 de agosto de 2010.

- "Remédio natural – Hipertensão arterial". Disponpivel em: http://grep.globo.com/Globoreporter/0,19125,VGC0-2703-10163-3-163360,00.html Acesso em: 17 de agosto de 2010.

- "Eficácia dos flavonóides da uva, vinho tinto e suco de uva tinto na prevenção e no tratamento secundário da aterosclerose".  Disponível em: http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/scientiamedica/article/viewArticle/1641 Acesso em: 17 de agosto de 2020.

Postado por: Bruna Lira Mareth

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Anestesia, cirurgia e hipertensão

           A hipertensão arterial pode ser um problema comum nos pacientes submetidos a cirurgia, devido sua grande incidência na populaçaõ." Estima-se que 61% dos pacientes portadores de doença isquêmica miocárdica submetidos a cirurgias em geral sejam hipertensos." A avaliação do risco cirúrgico de um paciente com HAS é um dos principais motivos para solicitação de consulta e exames  pré-operatórios.  

         Sem uma  disfunção cardíaca, a presença da hipertensão não altera de forma significativa o risco cardiovascular cirúrgico. No entanto,  é recomendado que a HAS esteja controlada antes do procedimento,  assim as drogas anti-hipertensivas não devem ser suspensas. O anestesista deve ter o cuidado para evitar oscilações relevantes na pressão arterial . "Durante a entubação, picos hipertensivos podem ser evitados com o uso de betabloqueadores de ação rápida" .

         No caso de cirurgias cardíacas, a hipertensão pode se desenvolver de forma passageira no pós-operatório devido vários fatores como: dor; stress físico e mental; hipoxia ou baixo nível de óxigênio nos tecidos orgânicos;aumento de gás carbônico no sangue( hipercapnia) , entre outros. Esse tipo de hipertensão mais severa tem sido notada nas cirurgias cardiovasculares.

          Após  um transplante de coração , por exemplo, a HAS é invariavelmente presente, podendo ser resistente a terapia. São fatores contribuintes: a denervação cardíaca; o uso de ciclosporina, um imunossupressor que age suprimindo as reações imunológicas humorais e mediadas por células.  ; e uso de esteroides em altas doses.


           O uso de Nitroprussiato de sódio ( Na)  é a escolha usual para tratamento, pois é um potente vasodilatador arteriolar e venular usado em situaçãos clínicas como essa, aconselhando-se sempre um monitoração contínua da pressão arterial que deve ser gradativamente reduzida.  A hipertensão nesses pacientes pode apresentar um aumento após suspensão de betabloqueadores. Assim o uso dessa droga deve ser continuado se já era usada no pré operatório.


          Com relação a anestesia, é importante saber previamente que o paciente hipertenso desenvolve uma certa resposta cardiovascular que se adápta aos períodos de elevação prolongada da pressão arterial, podendo citar a  hipertrofia( aumento do tamanho de células) do ventrículo esquerdo, que por consequência eleva  a pressão diastólica final e uma dimunuição do relaxamento deste ventrículo (disfunção diastólica), redução da reserva coronária, redução do fluxo renal, hipertrofia da camada muscular arteriolar, etc. 
Durante a anestesia, ocorrem diferentes períodos instabilidade hemodinâmica:


          O primeiro período corresponde a indução anestésica, geralemnete laringoscopia e  intubação endotraqueal. Isso faz com que ocorra uma ocorre estimulação simpática, com elevação da freqüência cardíaca e da pressão arterial. "Nos pacientes normotensos a freqüência cardíaca eleva-se entre 15 e 20 batimentos por minuto (bpm), a pressão arterial sistólica até  30 mmHg, nos pacientes hipertensos não tratados esses valores são exacerbados, podendo elevar-se até 40 bpm na freqüência cardíaca e 90 mmHg na pressão arterial sistólica". Essa maior  instabilidade hemodinâmica decorrente das alterações estruturais antes descritas no paciente hipertenso podendo induzir o aparecimento de isquemia miocárdica, insuficiência cardíaca congestiva, acidente vascular cerebral e hemorragia subaracnóidea.

          A segunda fase seria ume  aprofundamento do plano anestésico,  onde a  pressão arterial cai abaixo dos níveis pré-operatórios. Esse declínio ocorre por ação direta dos agentes anestésicos - inibição da atividade simpática, perda dos reflexos  reguladores da pressão arterial e perda da consciência. Os pacientes hipertensos não controlados estão sujeitos a ter períodos de hipotensão mais maiores e mais prolongados , que podem levar a isquemia miocárdica, e alterações no fluxo cerebral e renal, entre outras complicações.

          O último período ocorre na recuperação anestésica, onde os 15 minutos após o despertar são caracterizados por elevação na pressão arterial sistólica e da freqüência cardíaca . Nos pacientes hipertensos,os valores encontrados também foram exacerbados,  o que pode se  levar à lesão de órgãos-alvo.

          Com relação as cirurgias  não cardíacas  em hipertensos, uma pesquisa feita demonstrou  que pacientes hipertensos não tratados ou tratados e não controlados, desenvolviam mais facilmente declínios intra-operatórios da PA  e eram sujeitos a ter arritimias e alteraçõe eletrocardiográficas que sugeriam isquemia miocárdica superioes aos dos  normotensos ou hipertensos controlados." Esses episódios ocorriam sempre que a pressão arterial caía a 50% dos valores basais pré-operatórios" - transitórios, desaparecendo quando os valores da pressão arterial se estabilizavam. Verificou-se também que: pacientes hipertensos bem controlados tinham comportamento operátório  hemodinâmico semelhante aos dos normotensos, e que essas alterações  e suas conseqüências eram relacionadas aos valores da pressão arterial, independentemente de o paciente ter sido tratado ou não.
         
         No entanto, pacientes com antecedentes de acidente vascular cerebral(derrame), acidente vascular isquêmico transitório ou insuficiência renal  por altos níveis de uréia  tiveram um aumento da pressão arterial sistólica significativamente maior que os pacientes hipertensos sem complicações. "Da mesma forma, pacientes normotensos que tomaram diuréticos em razão de alguma doença tinham índices de complicações intra-operatórias maiores que os pacientes hipertensos". Isso demonstra que pacientes que indicaram doenças prévias ou lesões decorrentes da HAS, indicam maior risco que os valores da pressão arterial isoladamente.

          Episódios de hipertensão pós-operatórios ocorreram  mais frequentemente em pacientes hipertensos que nos normotensos, independentemente de tratamento ou não, e esses episódios tiveram relação  mais direta com a história prévia de hipertensão que com os valores de PA pré-operatórios . Esse tipo de conclusão já foi relatada em outros estudos , que valores de PA pré-cirurgicos não eram tão importantes em relação ao histórico do paciente.



          As ocilações hemodinâmicas, a instabilidade da pressão arterial e suas complicações são ligadas às características das alterações vasculares do paciente hipertenso. "Nesses pacientes a avaliação do risco cirúrgico está muito mais relacionada aos antecedentes de gravidade e complicações da hipertensão arterial que com os valores da PA obtidos nas hospitalização para cirurgia."  Os exames clínicos realizados de maneira cuidadosa e criteriosa,  aliados a exames  usados para detectar lesão de órgãos-alvo, são de maior importância na avaliação do risco operatório do paciente hipertenso que o papel protetor de uma droga anti-hipertensiva administrada no pré-operatório. Obviamente, níveis de PA, por motivos de evitar qualquer complicação na cirurgia, devem estar estabilizados, não podendo também  deixar de valorizar o nível de estresse e ansiedade do paciente no pré-operatório, fatores esses que contribuem  para a elevação da pressão - (fato que já foi citado em outros posts).

         As complicações consequentes das alterações da auto-regulação regional da circulação e as consequentes da  anestesia e do ato cirúrgico têm relação direta com o tempo da variação da pressão arterial. Acima dos limites da auto-regulação têm-se hiperemias e abaixo, isquemia. " 21% dos pacientes que apresentaram complicações cardíacas ou renais tiveram queda da pressão arterial média de 20 mmHg durante mais de uma hora ou elevação da pressão arterial média de 20 mmHg por mais de 15 minutos."

         O uso de agentes adrenérgicos é um dos recursos que se pode utilizar para evitar as alterações da pressão arterial e  hemodinâmicas. Esses cuidados são mais importantes para se evitar lesões de órgãos-alvo que o controle da pressão arterial no pré-operatório imediato.

         A hipertensão após a cirurgia ocorre com mais frequência em pacientes com história de hipertensão grave no passado, independentemente dos valores da PA medidos  no pré-operatório. Em muitos pacientes do estudo, antecedentes de hipertensão foi o único fator que se correlacionou com hipertensão pós-operatória. Edema pulmonar, acidente vascular cerebral e isquemia miocárdica são eventos que podem se correlacionar com este fato.



         Além da hipertensão já esxistente, outros fatores podem contribuir para a elevação da pressão arterial no pós-operatório, tais como : dor, reação a anestesia, reação à extubação, hipotermia e tremores. A abordagem adequada dessas variáveis poderá evitar o usoinasequado ou desnecessário de drogas anti-hipertensivas.
         Logo,  conclui-se deste estudo, que o risco cirúrgico da HAS isoladamente não é tão significativo. No entanto,  quando este está associado a  existência de  lesão  de órgãos-alvo, o risco é ampliado de acordo com a severidade do envolvimento do órgão e a magnitude do ato cirúrgico. Levando-se em consideração o estado pisicológico do paciente e o tipo de anestesia aplicada.


Referências Bibliográficas :

Disponível em:

 - http://www.manuaisdecardiologia.med.br/has/has_Page2937.htm

 - http://departamentos.cardiol.br/dha/revista/9-4/tratamento.pdf

Acessados : 14/08/2010 

Postado por : Catherine Zilá Ferreira

domingo, 15 de agosto de 2010

Pacientes e Médicos: Relacionamento Difícil


     Acredite se quiser: apenas 10% dos brasileiros segue a orientação médica no tratamento de hipertensão!
     Em uma pesquisa feita em São Paulo, entre os anos de 2008 e 2009, relatou-se que há uma enorme dificuldade de relacionamento entre médicos e pacientes, o que resulta em uma maior resistência por parte do paciente hipertenso na criação de novo hábitos de vida.
     As péssimas consequências da hipertensão arterial já foram relatadas ao longo do blog, e como todos sabem, elas podem ser evitadas, desde que os hipertensos conheçam sua condição e mantenham-se em tratamento. Porém, a adesão ao tratamento quando a doença é descoberta mostra-se como um dos grandes desafios da medicina, visto que o problema tem início na consulta médica e vai até a mudança no estilo de vida do paciente.


     Na pesquisa, 76% dos entrevistados afirmou que estava insatisfeito com o atendimento médico e procurou outro especialista, 30% afirmou que o especialista deu toda a atenção necessária e 37% se diz satisfeita com o trabalho dos médicos. Segundo o conselheiro da Sociedade Brasileira de Hipertensão e chefe da Unidade de Hipertensão do HC-FMUSP, Dr. Décio Mion, a relação entre o médico e o paciente ainda não tem total interação, pois os hipertensos se sentem isolados devido à essa distância no relacionamento e acabam desistindo do tratamento. 


Partindo desse quisito, os percentuais foram: 79% afirmaram que gostariam de ter uma melhor interação com o médico, 84% gostaria de receber mais informações sobre a doença e 91% gostaria que o médico entrasse em contato no perído pós-consulta.
     Além disso, grande parte dos entrevistados, representados por um percentual de 89%, considera os remédios muito caros e 54% revelou que não se sente bem com os medicamentos prescritos pelos médicos devido aos efeitos colaterais. Com isso, fatores como a negligência no processo do diagnóstico da hipertensão arterial, na orientação médica do tratamento e no uso efetivo dos medicamentos acabam culminando em fatalidades, que segundo o Ministério da Sáude, chegaram a 900 mil no ano de 2008; principalmente pelo fato de essa doença ser silenciosa e não apresentar sintomas imediatos e evidentes. 
     Por isso não espere a doença te atacar para se consultar periodicamente e adquirir hábitos saudáveis na sua vida, esteja sempre atento às mudanças no seu organismo e busque cada vez mais maneiras de estar bem físico e mentalmente!


Referência Bibliográfica:


  • "Dificuldades enfrentadas pela medicina". Disponível em: http://portal.cfm.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=7893&catid=3%3Aportal&Itemid=1. Acessado em 15 de agosto de 2010.


Postado por: Larissa Figueiredo

sábado, 14 de agosto de 2010

10 Coisas Que Você Precisa Saber sobre Hipertensão



     Como já foi postado, dia 26 de abril é o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial. Por volta de dois anos atrás, dados estatísticos da Organização Mundial da Saúde relataram que 23,1% sofrem de pressão alta e esse percentual é ainda maior entre a população idosa. Geralmente, pessoas com essa doença precisam verificar os níveis de sua pressão de 2 a 4 vezes ao dia e, em todos os caos, os cuidados devem ser diários. 
     Pensando nisso, foi feita uma lista com as 10 principais coisas que deve-se saber sobre a hipertensão:

1- A pressão alta acontece quando a pressão arterial, após ser medida diversas vezes, apresenta valor igual ou superior à 14 por 9. Tal fato é explicado é explicado pela contração dos vasos que promovem a circulação sanguínea, elevando a pressão arterial. Valor considerado normal: 130 mmHg (sistólica)  e 85 mmHg (diástólica), ou mais conhecida como 13 por 8;


2- A pressão arterial pode variar durante o dia, tendendo a diminuir quando estamos dormindo e a aumentar quando há esforço físico. Essas situações não indicam que a pessoa seja hipertensa, no entanto é sempre bom ter um acompanhamento médico;



3- A maioria da pessoas acredita que a pressão arterial só se altera em situações de raiva ou euforia, porém isso é um tabu. Embora isso realmente aconteça, em grande parte dos casos a hipertensão não produz sintomas óbvios;



4- A hipertensão é, muitas vezes, herança genética, mas pode ser desencadeada por maus hábitos de vida como: obesidade, ingestão excessiva de sal ou de bebidas alcoólicas e inatividade física;  



5-A hipertensão não tem cura, mas pode e deve ser controlada por meio de tratamentos contínuos com remédios controladores de pressão e, principalmente, pela mudança dos hábitos, tornando-os saudáveis;




6-
Qualquer pessoa pode medir sua própria pressão, e para isso é preciso estar em um ambiente calmo, após repouso de cinco minutos, com o braço apoiado em uma mesa na altura do coração, as costas apoiadas na cadeira e os pés encostados no chão. A bexiga deve estar vazia e a pessoa não pode ter fumado, se alimentado ou ingerido café pelo menos trinta minutos antes da medida;




7- Existem pessoas que só têm pressão alta quando esta é medida em um consultório médico. é a chamada síndrome do avental branco, por isso o médico deve conhecer a pressão do paciente dentro e fora do consultório ou adotar a monitorização ambulatorial, que mede a pressão durante 24 horas com aparelho automático;



8- O sal pode interferir no aumento da pressão arterial, visto que estimula o corpo a reter mais líquidos. No entanto, pessoas hipertensas não precisam necessariamente alimentar-se de uma comida totalmente sem sal, basta evitar o seu excesso e alimentos com alto teor de sódio. Mas sempre lembrando que o sal é dispensável para uma alimentação saudável;




9- Praticar exercícios físicos ajuda a baixar a pressão, e, além de não apresentar efeitos colaterais, traz diversos benefícios à saúde, como o controle de peso e da pressão arterial, a redução nas taxas de gordura e açúcar no sangue ( como na questão do BioBio Show, no qual nosso grupo explicou como a prática de exercícios físicos melhora a atividade da insulina), além de elevar o nível de HDL, diminuir a tensão emocional e aumentar a auto-estima. De qualquer modo, tenha siga sempre a orientação de um profissional;






10- Maior parte das pessoas apresenta pressões levemente diferentes em cada braço, por isso deve-se sempre fazer a medição no mesmo braço para manter um controle adequado dos seus níveis. 


Referências Bibliográficas:
  • Ministério da Saúde, Sociedade brasileira de Hipertensão. Disponível em: http://www.sbh.org.br/. Acessado em 14 de agosto de 2010;
  • " 10 Coisas que Você Precisa  Saber sobre Hipertensão". Disponível em: http://www.endocrino.org.br/10-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-hipertensao/. Acessado em 14 de agosto de 2010.


Postado por: Larissa Figueiredo

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

E o olho com isso?

    
     A hipertensão arterial sistêmica pode acometer os olhos. Mas como?
     A princípio, cabe lembrar que os olhos são formados por um conjunto de estruturas transparentes (córnea, humor aquoso, humor vítreo e lente) e caracteriza-se por ser o único órgão no corpo humano capaz de permitir uma observação direta da microvascularidade. No fundo do olho, observa-se o leito vascular, constituído de vasos de pequeno calibre (arteríolas e vênulas), envolvidos na resistência vascular periférica, observada na hipertensão arterial sistêmica (HAS). Essa doença é capaz de causar, no olho, diversas alterações, como a coroidopatia, retinopatia (na retina) e neuropatia hipertensiva (na papila óptica), com consequente baixa acuidade visual.
     Um exame oftalmoscópio das alterações vasculares permite diagnosticar precocemente as alterações e encaminhar o paciente ao tratamento.
     Os vasos podem ser vistos com auxílio de um oftalmoscópio, portanto a fundoscopia permite ao clínico fazer observações a respeito das pequenas veias e artérias. Esse exame permite a avaliação das alterações detectáveis e a distinção entre os diversos graus da hipertensão arterial (HA).
     As alterações do fundo do olho na HA podem ser classificadas como angiopatia retiniana, retinopatia e neurorretionopatia. HAs leves ou moderadas podem não causar danos aos olhos ou, quando muito, é possível observar um pequeno estreitamento nas artérias retinianas. Contudo, a com a persistência do processo, pode haver isquemia ou até mesmo necrose muscular e subsequênte dilatação vascular com extravasamento do plasma.
     As modificações causadas na vigência da HA dependem dos seguintes fatores:
  1. elasticidade e resistência dos vasos (geralmente relacionados com a faixa etária);
  2. gravidade da HA (indepentende do tempo de ocorrência);
  3. duração da HA.
     Dois processos simultâneos e distintos podem modificar os vasos retinianos do paciente hipertenso, afinal as alterações vasculares observadas na HA podem ser classificadas como arterioscleróticas (ocorrem, de forma geral, de maneira lenta e gradual, ao longo dos anos) e hipertensivas (modificações mais agudas).
     As alterações hipertensivas em particular referem-se às alterações funcionais. São elas:
  • Estreitamento arteriolares
  • Manchas brancas algodonosas
                                                            
  • Hemorragias


  • Edema de papila


     O oftamologista pode, portanto, detectar sinais iniciais da HA e encaminhar o paciente a um cardiologista ou à clínica médica, onde encontrará mais recursos para o tratamento da doença. É importante que pacientes com HA realizem o exame de fundo de olho no momento do diagnóstico da doença seguido de exames anuais, para que a retinopatia hipertensiva seja evitada, controlada ou até mesmo para que seja recuparado parte do dano. Manter exercícios físicos e uma alimentação adequada podem evitar ou controlar melhor a doença.
     É também importante lembrar que o paciente só perceberá alteração na visão quando a retina estiver comprometida, momento a partir do qual torna-se mais difícil de controlar a perda da visão. Então, em caso de hipertensão arterial, dirija-se imediatamente para um oftamologista e a outros médicos especializados na doença, para que o tratamento seja o mais completo e adequado possível.


Postado por: Luciana Missagia.






Referências: "Retinopatia Hipertensiva" Disponível em: departamentos.cardiol.br/dha/revista/8-3/retinopatia.pdf
"Retinopatia Hipertensiva: revisão" Disponível em: abonet.com.br/abo/654/atc65402.htm
"Retinopatia Hipertensiva" Disponível em: .clinicabelfort.com.br/pt/sua-saude/doencas/retinopatia-hipertensiva/

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Hipertensão Arterial e Altos Níveis de Insulina

     Insulina, um hormônio tão falado e tão estudado na bioquímica, é também um dos fatores relacionados à hipertensão.



     De acordo com dados relatados entre os anos de 2006 e 2009 pela OMS, cerca de metade dos adultos hipertensos apresentam resistência insulínica,  o que é muito preocupante, pois  em casos como esses, o risco de infarto ou derrame é bastante elevado. Sendo assim, para que este problema não se agrave ainda mais, é necessário ter cuidados especiais,  visto que pacientes com hipertensão e resistência insulínica devem seguir um tratamento muito mais severo, incluindo medicamentos que atuem tanto no controle da pressão quanto na melhora da resistência à insulina. 
     Pesquisando mais a fundo sobre esses dois fatores que cercam a hipertensão arterial, encontrei uma matéria muito interessante, a qual traz uma entrevista com um endocrinologista especializado na área de hipertensão e resistência insulínica. O Dr. Amélio de Godoy Matos, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, respondeu à uma série de perguntas sobre este tema, e você poderá conferir agora:


Redação online – "Dr. Amélio, o que é a resistência à insulina?"
 Dr. Amélio: "Algumas pessoas, que têm tendência genética e que ganham peso (principalmente na região central do corpo, tórax e abdômen), podem desenvolver um defeito onde a insulina delas age menos. Dessa forma, para a mesma quantidade de insulina que elas produzem, “a queima” da glicose é menor. Isso as obriga a produzir mais insulina; daí o nome resistência à insulina."

Redação online – "Quais são as conseqüências dessa resistência à insulina?"
 Dr. Amélio: "Esse problema, geralmente, vem acompanhado de outros fatores: baixo nível do colesterol HDL (o colesterol bom), aumento dos triglicérides, aumento de alguns fatores de coagulação, níveis mais baixos do hormônio adiponectina, etc. Com isso, há risco maior de se desenvolver doenças cardiovasculares."

Redação online – "Através de que mecanismo a resistência à insulina pode levar à hipertensão?"
 Dr. Amélio: "Basicamente, a resistência à insulina leva a uma disfunção do endotélio da artéria, que é a camada mais interna de um vaso sangüíneo. O endotélio é um órgão endócrino em potencial. Ele produz uma série de substâncias, principalmente o óxido nítrico, o qual tem ação vasodilatadora assim como a insulina, e esta última induz o óxido nítrico favorecendo a vasodilatação. Porém, na resistência insulínica, a indução do óxido não é tão boa, havendo redução na sua produção e liberação, e essa diminuição da dilatação arterial favorece a hipertensão. Além do mais, outras substâncias como a endotelina atuam de forma contrária ao óxido nitrico, isto é, são vasoconstritoras, e o desequilíbro entre a produção do óxido nítrico e da endotelina contribui para o quadro de hipertensão em uma pessoa."   

Redação online – "A resistência à insulina provoca hipertensão também por outros caminhos?"
 Dr. Amélio: "Sim. Por exemplo, aumenta a retenção de sódio (sal) que, por sua vez, favorece a retenção de água, aumentando o volume líquido no nosso organismo, contribuindo para o aumento da pressão arterial. Além disso, a insulina aumentada, agindo sobre uma cascata de eventos químicos dentro da célula, ativa uma enzima, a MAP-kinase, que favorece a proliferação de células no músculo liso das artérias e isso leva ao “enrijecimento” desta."

Redação online – "E que tipo de paciente tem mais propensão à resistência a insulina?"

Dr. Amélio: "Pessoas com excesso de peso, maior gordura no abdômen, sedentárias, e filhos de diabéticos. A resistência à insulina é o principal defeito do diabético adulto. Cerca de 90% dos diabéticos adultos têm resistência à insulina. São, justamente, os que têm maior risco de hipertensão e de desenvolver doenças cardiovasculares, como infarto ou derrame. Só que a resistência à insulina começa bem antes do diabetes. Sabe-se que 50% dos hipertensos têm resistência à insulina, os outros 50% se explicam por outras razões. 
Dados epidemiológicos sugerem a importância da resistência à insulina como mecanismo de hipertensão. Por exemplo, num estudo em crianças e adolescentes, constatou-se que aquelas que tinham maior grau de resistência à insulina foram as que desenvolveram hipertensão arterial após alguns anos de observação. Outros estudos mostram que oito anos antes das pessoas se tornarem hipertensas, elas já têm resistência à insulina. Isso é uma prova de que a resistência à insulina começou primeiro. Foi, provavelmente, o mecanismo que levou à hipertensão."


Referências Bibliográficas: 

" Hipertensão Arterial e Altos Níveis de Insulina". Disponível em:http://www.endocrino.org.br/hipertensao-arterial-e-altos-niveis-de-insulina/. Acessado em 13 de agosto de 2010.

"Hipertensão Arterial". Disponível em: http://www.oms.org/. Acessado em 13 de agosto de 2010

Postado por: Larissa Figueiredo